Recordo-me do filme "A Casa do Lago", em que existia uma casa que apesar de ser uma grandiosa obra arquitectónica, nao correspondia ao uso para que estava proposta; na verdade, o arquitecto tinha dificuldades em realizar casas que se convertessem em lares.
Será que ao desenharem a Faculdade de Engenharia, passou pela cabeça de alguém que aquela gigantesca massa de betao pudesse ser um lar?
Na realidade, aquele conjunto de edifícios nao é só um local de estudo; aquela pequena cidade é a nível académico fantástica, mas como segunda casa - e muitas vezes, primeira casa - é insuperável!
A construçao da Faculdade nao acabou quando os trolhas se foram embora; os alunos sao os operários que trabalham continuamente na incessante tarefa de dar vida e história aquele espaço.
Outro dia falava com outros ERASMUS, que comentavam ter saudades das pessoas mas nao propriamente dos espaços. Eu tenho.
Todos os dias recordo o Mar de Minas, todos os dias recordo a Cantina, muitas vezes me lembro do Alvalade que de noite mais parece um campo de concentraçao, com as horríveis paredes altas a cercá-lo; lembro-me do "corredor da Associaçao", que para mim nao é só da Associaçao, de certas salas de estudo à noite... e tantos outros sítios... Recordo a hora do café no DEC...
Nao pensei vir a ter tantas saudades daquela massa de betao...
Além de tudo tenho saudades do Porto, a minha terra querida. Só um
a cidade assim podia contar tantas histórias... Nao há vez que nao apanhe chuva e nao recorde momentos passados na Invicta, concretamente alguns nos Leoes. Como é possível tanta chuva, tanto frio, e o coraçao tao quente?! Eu odeio apanhar chuva, mas nao foram raras as vezes que cheguei a casa encharcada até aos ossos, a tremer gelada, e em que já quentinha na cama me custou a adormecer porque... sei lá, acho que tinha os olhos demasiado despertos, arregalados, a saltar-me das órbitas, com as recordaçoes do que tinha visto, ouvido, pensado, feito, VIVIDO!
a cidade assim podia contar tantas histórias... Nao há vez que nao apanhe chuva e nao recorde momentos passados na Invicta, concretamente alguns nos Leoes. Como é possível tanta chuva, tanto frio, e o coraçao tao quente?! Eu odeio apanhar chuva, mas nao foram raras as vezes que cheguei a casa encharcada até aos ossos, a tremer gelada, e em que já quentinha na cama me custou a adormecer porque... sei lá, acho que tinha os olhos demasiado despertos, arregalados, a saltar-me das órbitas, com as recordaçoes do que tinha visto, ouvido, pensado, feito, VIVIDO!"Segredos desta cidade, levo comigo pra vida!"

1 comentário:
no ot comment esquecemo-nos de assinar, foi escrito com a inha, mas isso já devias ter reparado, n? lol! mas agr 1 mm meu: o que é isto??? estás literalmente a passar-te! dalilinha respira fundo e instala o msn antes que percas a pouca réstia de sanidade que ainda t resta! :P doida! mtas saudades maninha (mm k tu sua desnaturada só fales em feup feup feup!!!grrr)
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