sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Barcelona - 1º acto

A viagem para Barcelona foi traumatizante.

12h num autocarro gelado, em que o banco por qualquer motivo desconhecido não inclinava, onde a televisão não funcionava, onde não havia espaço para as pernas e em que qualquer posição antes experimentada pelo ser humano era absolutamente imprópria para dormir, foi sem dúvida uma experiência marcante! Valeu a companhia da Stefy e do grupo da Jordânia que ainda ajudou a matar algumas horitas.


Barcelona deu-nos as boas vindas por volta das 8.15h da manhã de sexta. Aquela cidade estava feliz por nos receber: o sol brilhava lindo sobre o porto. Eu meia estremunhada com a luz, apressei-me a ir buscar a máquina, porque aquela visão solarenga era coisa que já não tinha há uns tempos. Em Granada há muita luz, mas tenho a impressão que o sol fica escondido por detrás das montanhas, de modo que não é costume ver-se a “bola de fogo”. E ver o contraste do sol e do mar, deixou-me logo bem disposta. O nascer do sol ali, era muito semelhante ao pôr do sol em Portugal. Que saudades!

Chegamos ao albergue e tomamos posso dos “dormitórios”. O meu era partilhado com 2 italianas, 1 mexicana e 8 jordanas. Um verdadeiro dormitório de colégio (só meninas, só conversas de meninas, escovas de cabelo e maquilhagens por todo o lado, empréstimos de produtos de beleza...), ambiente feminino às vezes faz-me bem! J

A maioria das pessoas saiu logo para tomar o pequeno almoço; eu, em vez disso, fui deleitar-me com 3 horas de sono!

14.30h – hora de saída para a primeira visita.

Conhecemos os nossos guias locais: Juan y Giordi. O Juan fez um ano de Erasmus em Coimbra, de modo que arranhava um bocado de português! J

A visita deste dia destinou-se a ver o Casco Antiguo: Arco del Triunfo, Santa María del Mar, Paseo del Born, La Ribiera, La Rambla, La catedral, Barrio Gótico, Plaza Sant Jauma, Raval...

Conhecemos ainda o Mercado da Boqueria, que é um sítio fantástico: tem tudo o que um mercado normal tem, mas ainda bancas de sumos naturais e bancas de comida, tipo um talho que além de vender carne crua, também grelham carne na hora para venda! E outros que tais... e claro, as bancas de marroquinos a vender kebabs e isso. Ainda vi num talho um desgraçado de um cabrito, que não lhe bastava estar morto, ainda tinha um cachecol e um gorro! Eu chamar-lhe-ia ridículo, mas se calhar em catalão diz-se “marketing”! :)

Regresso à base (Gothic Point), para nos arranjarmos e sairmos para a noite! Fui jantar a casa da Kikas e do Zé, que amavelmente me convidaram para jantar e fizeram um bacalhauzinho de bradar aos céus! (Obrigada!)

Depois do jantar, voltei a juntar-me aos restantes 60, para conquistarmos a Vila Olímpica! De facto, uma zona bastante interessante: um corredor enorme de bares, cada um com a sua música, onde me aventurei na minha primeira experiência de salsa (apesar dos meus avisos de que não sabia dançar, o Ruben não quis saber e puxou-me para dançar com ele!) =S

Depois da maratona de bares, ainda fomos a uma discoteca que prometia muito, mas que afinal não valia nada!

Havia uma coisa curiosa neste local:




Às 5h da manhã finalmente o metro voltou ao funcionamento, e pudemos regressar ao hostal, onde aquele beliche me soube bem como uma toalha quente depois do banho!

FIM DO 1º ACTO

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Saltarei sempre de costas: o importante é ter uma boa rede.