Depois da história do Pato Roxo, volto a contar um episódio da minha primária.
Durante a primária, eu gostava do André. Eu, e toda as outras miúdas da sala. O André era giro e muito apalhaçado (o que naquela idade é o mesmo que chamar-lhe sex-appeal!).
Apesar da minha forma arredondada, com o André eu tinha vantagem em relação às outras meninas: eramos companheiros de carteira! =)
Às vezes, a nossa professora tinha que sair da sala e deixava-nos vulgarmente a escrever a numeração romana (em ímpares até MCMXCIII, por exemplo). Agora que penso, não me lembro da professora corrigir esses exercícios, mas como andávamos na segunda classe e estávamos no início dos anos 90, fazíamos sempre muito empenhados!
O André, era mais apalermado do que empenhado, então divertia-se a fazer risquinhos na minha numeração para me atrasar no cumprimento do meu dever. Certa vez, ele levou-me a um ponto tal de irritação, que risquei a numeração dele toda!
Ao ver o seu trabalho ir por água abaixo, o André começou a chorar!
Resultado: eu fiquei a sentir-me tão mal que, além de escrever a minha, escrevi a dele TODA de novo.

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