É um livro que foi adaptado a uma novela da Rede Globo, que conta a história da família do Presidente dos Farrapos da Revolução Farroupilha.
Os acontecimentos são narrados por Manuela, uma das sobrinhas do Presidente. Nesta história apresenta-se a visão da guerra do lado das mulheres da família, que ficam a viver sozinhas, enquanto os homens da família estão na guerra.
O corsário Guiseppe Garibaldi surge certo dia na vida desta família, como um herói revolucionário que se alia à causa Farroupilha. A jovem Manuela, que apesar de ter muita personalidade, é muito romântica e representa tudo o que as meninas de família eram naquele tempo (início do século XIX), apaixona-se por Garibaldi, e este por ela. Vivem um romance como aquele dos livros, até ao dia em que este se desloca com o exército para outra cidade.
Nessa deslocação, Garibaldi conhece Anita, uma mulher que lutava e cavalgava como um homem, e que era também ela uma idealista. Ao contrário de Manuela, Anita sabia disparar uma arma e estava pronta para lutar pelos seus ideais, o que por fim acabou por fascinar o corsário que descobriu nela uma companheira para a vida.
Pelos meus olhos, Manuela era a bonequinha de porcelana que primeiro conquistou o coração do corsário pela sua ternura e beleza. Ela despertava-lhe o instinto protector que suponho que todos os homens possuem. Por outro lado, Anita era a mulher que podia acompanhar os passos de um homem, que tinha as suas ideias, e que tinha capacidade para as concretizar. Uma mulher assim, pode completar mais um homem, uma vez que além de ser "mulher" é também camarada.
Eu sempre quis ser como a Anita, mas acabei quase sempre rendida na minha condição de Manuela, o que me deixava fula comigo mesma!
Ultimamente, tenho descoberto que posso ser uns dias Anita e outros dias Manuela.
Melhor assim: nem tanto princesa, nem tanto guerreira.
Sinto-me muito mais mulher. =)

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