sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Como é que são os votos dos noivos na igreja?

"Prometo amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida"?

Se tudo isto são coisas que mesmo na fase da paixão, por vezes, não são fáceis de cumprir, que fará 40 anos depois?

Um dia a relação pode correr mal, cada um pode começar a divergir em relação ao outro, pode aparecer um novo amor mais forte, pode acontecer tanta coisa!... Mas a promessa fica.

Promessas que se fazem, pedindo a atenção divina, merecem cuidados especiais. Mas no fundo, quantos de nós serão capazes de continuar a amar e respeitar, nas condições supracitadas, quando o amor acaba?

Já agora, ocorre-me outra questão: quantas pessoas são capazes de manter uma relação em que a sua cara-metade, continua a amar e respeitar o seu ex?
Provavelmente, mais dia menos dia, a pessoa em causa ia ter um dia que não lhe ia correr muito bem.
Enfim, o mundo está cheio de injustiças para quem é sério e faz os possíveis para cumprir o prometido.

sábado, 17 de janeiro de 2009

A poligamia

O homem é por natureza um ser poligâmico. Ouvi isto outro dia num programa da rádio, e já tinha ouvido muitas outras vezes. A sociedade, a civilização, a religião ou o rolo da massa nas mãos da mulher (as teorias são variadas)é que o fizeram monogâmico.

Há pessoas por quem nos apaixonamos, pessoas que nos fascinam, que fazem parte da nossa vida, que são os nossos amigos. Para mim, essas pessoas são um eventual escape ao impulso da natureza, e por isso muito importantes para o equilíbrio de uma relação monogâmica.

Quem precisa de dar facadinhas, quando vive uma relação feliz de exclusividade, e simultaneamente, convive com outras pessoas partilhando também com essas, relações de afecto?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Monopólio


Quando era pequena este era o meu jogo preferido. Gostava das notas e dos negócios que se faziam.

Mesmo sendo apenas um jogo de tabuleiro (à velha moda antiga), ocupava horas às crianças da minha geração. Havia várias maneiras de o jogar, o que causava diversos conflitos. Eu e a minha irmã normalmente seguíamos um código de conduta e respeito por tradições. A minha irmã comprava sempre os mesmos grupos e eu também tinha os meus. Não comprávamos os lugares uma da outra, sob pena de sermos acusadas de traição!

Também era muito difícil meter casas e hotéis porque tínhamos que ter o grupo completo. Havia amigos nossos que jogavam de forma a poderem meter hotéis em qualquer rua que tivessem, mesmo sem ter o grupo, o que nos levava o dinheiro todo muito rápido! E deixava uma enorme sensação de burla!

Os negócios não são mais que um jogo. Neste momento, o dinheiro, aqueles pedaços de papel, valem muitíssimo.
Quando se deixou de comercializar pelas feiras francas e começou a usar-se as moedas, julgo que o intuito tenha sido tornar as trocas mais justas.

Hoje em dia, quanto vale um pedaço de papel de quê? 60cm^2?

sábado, 3 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

No último post digo que 2008 correu muito bem, e de um ponto de vista muito pessoal é verdade.
No entanto, encontro-me numa situação em que vejo muita coisa a correr mal à minha volta; pessoas que me são muito chegadas em situações difíceis, e eu sem saber como resolver.
Não estou habituada a este sentimento de impotência, e detesto-o.
Por todo o lado ouve-se falar de crise financeira, e por fim, é uma crise internacional. Fala-se em despedimentos, pobreza, decréscimo do nível de vida... contra a minha natureza, começo o ano muito pessimista.
Duvido que este que começa seja melhor que o que passou.

Que Deus nos ajude.

Saltarei sempre de costas: o importante é ter uma boa rede.