Não dormi nada, nem deixei ninguém dormir, por causa desta maldita tosse que me atormentou a noite toda como se não houvesse amanhã.
Já não me sinto tão frágil desde o primeiro ano da faculdade, quando tive uma infecção pulmonar e o meu professor de análise matemática me mandou para casa. Agora ninguém me vai mandar para casa, porque já não sou pequenina. (Ou se o fizerem é por receio que eu contamine toda a empresa com uma tuberculose!)
Queria ser pequenina, para ficar em casa de pijama a ver desenhos animados, com a minha mãe a dar-me os xaropes à hora certa. Mas já não sou pequenina, e dos crescidos ninguém toma conta. Dos crescidos com tosse, as pessoas afastam-se para não apanharem alguma moléstia.
Felizmente o dia amanheceu bonito, e a minha profissão obriga-me a respirar o ar puro, ou nem por isso, logo pela manhã, o que me vai enrijecer.
Queria ser pequenina, e queria que tomassem conta de mim.

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