quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Como está a ser o vosso 2011?

O meu está a ser um nojo. Desde que o ano começou que estou chateada, e não me lembro de ter estado chateada durante tanto tempo.
O meu trabalho tem-me parecido mais interessante do que a vida pessoal, o que me faz ficar na empresa muito mais tempo do que devia, e sair bastante cansada, apenas me arrastando ou para casa onde falam comigo enquanto eu ouço zumbidos em vez de palavras, ou arrastando-me para o centro comercial mais próximo, - que felizmente é Outlet - e dou largas à minha veia consumista, que ainda não secou desde os preparativos para o Natal.
No primeiro dia do ano zanguei-me com uma pessoa muito importante para mim, porque ela não respeitou uma decisão pessoal minha. Não posso abdicar de ter mão na minha vida, mas detesto que estejamos zangados. Principalmente, detesto que estejamos zangados durante tanto tempo, e sem saber revolver isto, porque não posso deixar que mandem mais do que eu naquilo que é mais meu do que qualquer outra coisa.
Talvez por esse motivo, ando impaciente com praticamente toda a gente, e várias vezes apetece-me gritar com muita gente, e reclamar em vários livros amarelos.
Gostava de fazer dieta, e não estou a conseguir concentrar-me nisso. Quase descarreguei a minha frustração nos meus gatos, quando hoje fui comprar-lhes comida e por muito pouco não lhes trouxe um saco Light. Não lhes ia fazer mal nenhum, é um facto, mas no último momento tive pena e trouxe-lhes a preferida deles.
Provavelmente, vou aproveitar que ando gastadora e vou fazer umas massagens drenantes e anti-celulíticas para ver se me incentivo na dieta e me melhora o humor. O meu humor anda bastante sarcástico, o que me diverte. :) Mas é melhor controlar isto, que a generalidade das pessoas não gosta muito disso. Também não gostam de pessoas que se descontrolam, e por isso é que me controlo e não grito com quem me apetece. Maldita educação.
A palavra que mais ouço ultimamente é internacionalização. Quando regressei de meio ano fora, prometi a mim mesma que nunca mais deixava o nosso país, ou mesmo o Porto, tais foram as saudades que tive. Agora penso que se calhar está na hora de deixar a saia da mamã, ou como dizem os entendidos: "a zona de conforto", e dar a volta à minha vida. Procurar a felicidade de outra maneira, que esta que escolhi já deu mais certo do que agora...

Saltarei sempre de costas: o importante é ter uma boa rede.