Faz precisamente hoje 1 ano que criei este blog.
Nessa altura, achei que poderia ser uma forma de expiação dos meus males. Aquilo que eu gostaria de expressar e não tinha com quem, podia ficar aqui relatado, na ilusão de estar a ser ouvida.
Quando estava a fazer Erasmus, foi uma forma de comunicar com o meu universo natural. Desta forma, os meus amigos que sempre foram próximos e se encontravam temporariamente afastados, podiam acompanhar a minha existência longe deles.
Às vezes, revelo nestas páginas coisas demasiado pessoais. Serei imprudente, por vezes. No entanto, encontrei nesta realidade virtual, um certo consolo e uma espécie de dependência, que me faz querer partilhar pormenores da minha vida não só com os meus amigos, mas com pessoas que não conheço (que de alguma forma acredito que se possam rever nalguns dos meus textos).
O facto de escrever em português restringe essa partilha. Por esse motivo, e por conseguir expressar-se belissimamente em inglês, uma amiga com um blog bem mais vasto e antigo do que este, trocou a escrita em português pela inglesa. Talvez devesse fazer o mesmo, pois não gosto de excluir ninguém à partida, mas não sou capaz. Sinto em português - parece que vou ter que viver com isso. :)
Feliz de vos ter como companhia,
Dalila
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Trevos da Sorte

Há uns tempos fui à Feira Medieval a Santa Maria da Feira, e em determinada barraquinha vi à venda um vaso de trevos de 4 folhas. Nunca tinha visto semelhante! Não é suposto ser uma planta difícil de encontrar, e por esse motivo quem encontrar um deve guardá-lo porque isso lhe trará boa sorte?
Poderá a sorte ser vendida em vasos?
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A vida por episódios
Divirto-me a ver a minha vida acontecer por episódios.
Se é frequente que pessoas digam: "A minha vida dava um filme", pois eu digo que a minha dava uma série.
Às vezes determinados acontecimentos, são vividos exactamente como se de uma série se tratasse; consigo mesmo muitas vezes, durante o próprio decorrer das coisas identificar o início, o meio e o fim do episódio. Tento que os episódios tenham todos um final feliz - para não desiludir os espectadores!, outras alturas há que o episódio tem um fim meio desconsolado, como aqueles em que ficamos a pensar "Então, mas é assim? Acabou? Não há mais?".
A esses segue-se um novo dia e um novo episódio, eventualmente com uma história mais interessante.
Gosto de relembrar os episódios com o distanciamento de quem vê uma série: acompanho os passos das personagens, odeio umas e fico fã de outras. Por vezes critico o desenrolar da história, e penso que devia ser de outra maneira.
Contrariamente ao que possam pensar, nem sempre sou eu a personagem principal. Há dias em que me remeto à condição de figurante, intervindo apenas em algumas cenas. Nesses dias, tiro férias e fico a observar os outros. Gosto de entrar num esquema de suposição e tentar imaginar como decorreria a vida daquelas pessoas se eu não estivesse ali naquele preciso momento; o que estariam a fazer, de que falariam. Seria tudo igual?
Às vezes chego a essa conclusão, rendo-me à evidência de que ninguém é insubstituível, e relembro aquilo de que às vezes me esqueço: que sou a personagem principal apenas da minha vida, e mesmo dessa nem sempre. :)
Se é frequente que pessoas digam: "A minha vida dava um filme", pois eu digo que a minha dava uma série.
Às vezes determinados acontecimentos, são vividos exactamente como se de uma série se tratasse; consigo mesmo muitas vezes, durante o próprio decorrer das coisas identificar o início, o meio e o fim do episódio. Tento que os episódios tenham todos um final feliz - para não desiludir os espectadores!, outras alturas há que o episódio tem um fim meio desconsolado, como aqueles em que ficamos a pensar "Então, mas é assim? Acabou? Não há mais?".
A esses segue-se um novo dia e um novo episódio, eventualmente com uma história mais interessante.
Gosto de relembrar os episódios com o distanciamento de quem vê uma série: acompanho os passos das personagens, odeio umas e fico fã de outras. Por vezes critico o desenrolar da história, e penso que devia ser de outra maneira.
Contrariamente ao que possam pensar, nem sempre sou eu a personagem principal. Há dias em que me remeto à condição de figurante, intervindo apenas em algumas cenas. Nesses dias, tiro férias e fico a observar os outros. Gosto de entrar num esquema de suposição e tentar imaginar como decorreria a vida daquelas pessoas se eu não estivesse ali naquele preciso momento; o que estariam a fazer, de que falariam. Seria tudo igual?
Às vezes chego a essa conclusão, rendo-me à evidência de que ninguém é insubstituível, e relembro aquilo de que às vezes me esqueço: que sou a personagem principal apenas da minha vida, e mesmo dessa nem sempre. :)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Literatura Light
Encontrei um escritor com uma escrita mais ou menos semelhante à minha, isto é, escreve tudo sobre assuntos dos quais não percebe pêva.
O seu livro que estou actualmente a ler, fala de mulheres e sobre o que elas (nós) querem.
"Poderá um homem saber realmente sobre isto?", perguntei-me antes de começar. Pois bem, agora que me encontro perto do final, posso dizer que mais uma vez escreveu-se um livro baseado em suposições, pressupostos, preconceitos e eventuais experiências pessoais.
Parabéns! Conseguiu-se editar um livro, orientando a sua escrita como se falando com conhecimento de causa, mas que no fundo, demonstra uma pesquisa muito fraca. Alguma, ou algumas mulheres que o autor terá conhecido foram tomadas como um todo, conduzindo às conclusões mais deturpadas.
Penso que é necessário que haja uma consciencialização para a escrita e para a sua importância, enquanto meio de expressão e de formação de opiniões.
Deve haver um certo decoro em relação ao que se lança a público; se não houver mais nada, pelo menos que haja respeito pelos leitores.
O seu livro que estou actualmente a ler, fala de mulheres e sobre o que elas (nós) querem.
"Poderá um homem saber realmente sobre isto?", perguntei-me antes de começar. Pois bem, agora que me encontro perto do final, posso dizer que mais uma vez escreveu-se um livro baseado em suposições, pressupostos, preconceitos e eventuais experiências pessoais.
Parabéns! Conseguiu-se editar um livro, orientando a sua escrita como se falando com conhecimento de causa, mas que no fundo, demonstra uma pesquisa muito fraca. Alguma, ou algumas mulheres que o autor terá conhecido foram tomadas como um todo, conduzindo às conclusões mais deturpadas.
Penso que é necessário que haja uma consciencialização para a escrita e para a sua importância, enquanto meio de expressão e de formação de opiniões.
Deve haver um certo decoro em relação ao que se lança a público; se não houver mais nada, pelo menos que haja respeito pelos leitores.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Está certo. As pessoas devem procurar o que lhes faz falta. É assim que deve ser. Rejeito o conformismo, recuso-me a ser espectadora da vida.
Há um ano por esta altura estava a preparar o meu Erasmus.
Hoje uma grande amiga partiu para a Holanda, embarcando nessa mesma aventura.
Pela nossa diferença de personalidades, suponho e espero que tenha uma experiência muito diferente da minha.
Viver fora mostrou-me como sou feliz neste pequeno país, e como pelo menos por enquanto, não vejo melhor sítio para viver do que o Porto.
Quanto a ti, minha querida, estou certa de que vais conquistar também essa cidade, que pelo que andei a investigar é lindíssima.
Espero que encontres o que procuras há muito tempo.
Do fundo do coração, desejo que sejas imensamente feliz, que te divirtas e te enriqueças! =)
Há um ano por esta altura estava a preparar o meu Erasmus.
Hoje uma grande amiga partiu para a Holanda, embarcando nessa mesma aventura.
Pela nossa diferença de personalidades, suponho e espero que tenha uma experiência muito diferente da minha.
Viver fora mostrou-me como sou feliz neste pequeno país, e como pelo menos por enquanto, não vejo melhor sítio para viver do que o Porto.
Quanto a ti, minha querida, estou certa de que vais conquistar também essa cidade, que pelo que andei a investigar é lindíssima.
Espero que encontres o que procuras há muito tempo.
Do fundo do coração, desejo que sejas imensamente feliz, que te divirtas e te enriqueças! =)
O Lugar
Segundo a Wikipedia:
"Lugar ou local, de forma geral, é uma porção do espaço qualquer ou um ponto imaginário numa coordenada espacial percebida e definida pelo homem através de seus sentidos.
"Lugar ou local, de forma geral, é uma porção do espaço qualquer ou um ponto imaginário numa coordenada espacial percebida e definida pelo homem através de seus sentidos.
Lugar é uma parte do espaço geográfico onde vivemos e interagimos com uma paisagem."
Todos procuramos um lugar. Procuramos um lugar na vida, procuramos um lugar na sociedade, um lugar no coração de alguém, um lugar quando entramos atrasados numa sala de aula, um lugar para vivermos...
Pensando bem, a palavra lugar pode ter tantos significados e ter tanto significado que pode ser das mais completas de sempre.
Nos teus olhos encontrei o meu lugar.terça-feira, 5 de agosto de 2008
A Casa das Sete Mulheres
É um livro que foi adaptado a uma novela da Rede Globo, que conta a história da família do Presidente dos Farrapos da Revolução Farroupilha.
Os acontecimentos são narrados por Manuela, uma das sobrinhas do Presidente. Nesta história apresenta-se a visão da guerra do lado das mulheres da família, que ficam a viver sozinhas, enquanto os homens da família estão na guerra.
O corsário Guiseppe Garibaldi surge certo dia na vida desta família, como um herói revolucionário que se alia à causa Farroupilha. A jovem Manuela, que apesar de ter muita personalidade, é muito romântica e representa tudo o que as meninas de família eram naquele tempo (início do século XIX), apaixona-se por Garibaldi, e este por ela. Vivem um romance como aquele dos livros, até ao dia em que este se desloca com o exército para outra cidade.
Nessa deslocação, Garibaldi conhece Anita, uma mulher que lutava e cavalgava como um homem, e que era também ela uma idealista. Ao contrário de Manuela, Anita sabia disparar uma arma e estava pronta para lutar pelos seus ideais, o que por fim acabou por fascinar o corsário que descobriu nela uma companheira para a vida.
Pelos meus olhos, Manuela era a bonequinha de porcelana que primeiro conquistou o coração do corsário pela sua ternura e beleza. Ela despertava-lhe o instinto protector que suponho que todos os homens possuem. Por outro lado, Anita era a mulher que podia acompanhar os passos de um homem, que tinha as suas ideias, e que tinha capacidade para as concretizar. Uma mulher assim, pode completar mais um homem, uma vez que além de ser "mulher" é também camarada.
Eu sempre quis ser como a Anita, mas acabei quase sempre rendida na minha condição de Manuela, o que me deixava fula comigo mesma!
Ultimamente, tenho descoberto que posso ser uns dias Anita e outros dias Manuela.
Melhor assim: nem tanto princesa, nem tanto guerreira.
Sinto-me muito mais mulher. =)
Os acontecimentos são narrados por Manuela, uma das sobrinhas do Presidente. Nesta história apresenta-se a visão da guerra do lado das mulheres da família, que ficam a viver sozinhas, enquanto os homens da família estão na guerra.
O corsário Guiseppe Garibaldi surge certo dia na vida desta família, como um herói revolucionário que se alia à causa Farroupilha. A jovem Manuela, que apesar de ter muita personalidade, é muito romântica e representa tudo o que as meninas de família eram naquele tempo (início do século XIX), apaixona-se por Garibaldi, e este por ela. Vivem um romance como aquele dos livros, até ao dia em que este se desloca com o exército para outra cidade.
Nessa deslocação, Garibaldi conhece Anita, uma mulher que lutava e cavalgava como um homem, e que era também ela uma idealista. Ao contrário de Manuela, Anita sabia disparar uma arma e estava pronta para lutar pelos seus ideais, o que por fim acabou por fascinar o corsário que descobriu nela uma companheira para a vida.
Pelos meus olhos, Manuela era a bonequinha de porcelana que primeiro conquistou o coração do corsário pela sua ternura e beleza. Ela despertava-lhe o instinto protector que suponho que todos os homens possuem. Por outro lado, Anita era a mulher que podia acompanhar os passos de um homem, que tinha as suas ideias, e que tinha capacidade para as concretizar. Uma mulher assim, pode completar mais um homem, uma vez que além de ser "mulher" é também camarada.
Eu sempre quis ser como a Anita, mas acabei quase sempre rendida na minha condição de Manuela, o que me deixava fula comigo mesma!
Ultimamente, tenho descoberto que posso ser uns dias Anita e outros dias Manuela.
Melhor assim: nem tanto princesa, nem tanto guerreira.
Sinto-me muito mais mulher. =)
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Saltarei sempre de costas: o importante é ter uma boa rede.
